A gigante tecnológica Microsoft removeu o nome israelita enganoso usado na Cisjordânia ocupada e incluiu o nome geográfico da Palestina nos seus mapas digitais, de acordo com o direito internacional, informou a Agência Anadolu, citando grupos de direitos humanos árabes.
O Centro Árabe de Avanço de Mídia Social (7amleh) disse em um comunicado que as mudanças incluem serviços baseados em localização, incluindo o mecanismo de busca Bing, e o termo “Cisjordânia” substitui os rótulos que anteriormente listavam os locais da Cisjordânia como “Israel, Judéia e Samaria”.
“Judéia e Samaria” é um termo israelense para a Cisjordânia ocupada, em contraste com o direito internacional, que afirma que a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, deve ser reconhecida por Israel como território palestino ocupado. A Cisjordânia é uma componente fundamental de um futuro Estado palestiniano.
Rama Nagy, gerente de defesa da 7amleh, disse que as mudanças representam uma “correção necessária” e apelou às empresas de tecnologia para que cumpram o direito internacional e não sejam cúmplices no “apagamento digital da geografia palestina”.
Publicado na madrugada de 29 de abril de 2026

