Os promotores italianos lançaram uma investigação sobre a detenção ilegal após um ataque militar israelense a um comboio de ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, informou a mídia italiana na segunda-feira.
A investigação foi lançada na sequência de uma denúncia na semana passada sobre a detenção do cidadão espanhol Saif Abu Keshek e do brasileiro Thiago Avila, que estavam a bordo de um navio de bandeira italiana.
Um tribunal israelense estendeu no domingo a detenção por dois dias de dois ativistas que foram levados a Israel para interrogatório.
Os dois homens estavam a bordo de um comboio de mais de 50 navios que partiu de França, Espanha e Itália para romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao devastado território palestino.
Eles foram interceptados em águas internacionais na costa da Grécia na quinta-feira, e Israel disse ter removido cerca de 175 ativistas.
Ávila e Abu Keshek foram levados a Israel para interrogatório, mas os outros activistas foram libertados.
A operação israelense foi amplamente criticada, especialmente pela Itália e pela Espanha.
O Ministério Público de Roma lançou uma investigação semelhante em Outubro do ano passado, após uma tentativa de um comboio humanitário de chegar a Gaza.
Centenas de ativistas, incluindo a ativista climática sueca Greta Thunberg, foram detidos no mar, transportados para Israel e depois deportados.

