GENEBRA (Reuters) – As vítimas da violência sexual militar do Sri Lanka contra a minoria étnica tâmil durante a guerra separatista que já dura décadas ainda aguardam justiça 17 anos após o fim dos combates, disse um relatório da ONU nesta terça-feira.
Os militares esmagaram os separatistas após uma ofensiva implacável e, em Maio de 2009, a guerra foi declarada encerrada. Este notável sucesso militar também levantou suspeitas de crimes de guerra generalizados.
A agressão sexual foi usada como ferramenta para extrair informações, intimidar indivíduos e comunidades e espalhar um clima de medo e humilhação, afirma o documento do Gabinete de Direitos Humanos da ONU.
“Apesar dos registos de longa data, os sucessivos governos do Sri Lanka não conseguiram investigar e processar adequadamente casos de violência sexual relacionados com conflitos”, afirma o relatório.
O Representante da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, apelou ao novo governo do Presidente Anura Kumara Dissanayake para combater a impunidade no país do Sul da Ásia.
“A consciência, a verdade, a responsabilização e as reparações são fundamentais para restaurar a dignidade dos sobreviventes e promover a reconciliação e a cura no Sri Lanka”, disse Turk no lançamento do relatório em Genebra.
Publicado na madrugada de 14 de janeiro de 2026

