O presidente indonésio, Prabowo Subianto, garantiu aos grupos islâmicos locais que se retirará da Comissão de Paz do presidente Donald Trump se a plataforma não beneficiar os palestinos, disse um comunicado do governo na sexta-feira.
A decisão de juntar a Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo, no conselho e de contribuir com tropas para a Força de Estabilização de Gaza suscitou críticas de especialistas nacionais e de grupos islâmicos, que afirmam que isso mina o apoio de longa data à causa palestiniana.
Prabowo reuniu-se com os líderes do grupo na noite de quinta-feira e reiterou as razões para ingressar no conselho, segundo comunicado divulgado pela agência governamental de comunicação.
A declaração foi citada por Hanif Alatas da Frente da Irmandade Islâmica, que disse que Prabowo deixaria o conselho se não fosse do interesse da Palestina e da Indonésia.
“O presidente disse que se retiraria se determinasse que já não havia qualquer benefício para a Palestina e que isso não era do interesse nacional da Indonésia”, disse Hanif num comunicado.
O principal órgão administrativo, o Conselho Ulema da Indonésia, já havia apelado à retirada da Indonésia do conselho devido ao papel dos Estados Unidos na guerra em curso com o Irão.
Nahdlatul Ulama, o maior grupo muçulmano do país, disse que o governo indonésio poderia usar o conselho para encorajar a desescalada no Médio Oriente.
“A Indonésia pode declarar que suspenderá a agenda (do conselho) até que ocorram negociações sobre a desescalada e a paz na guerra contra o Irão”, disse o chefe do Conselho, Yahya Çoril Stacufu, num comunicado divulgado pelo gabinete de Prabowo na quinta-feira.
O ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Sugi Ono, disse anteriormente que todas as discussões do Conselho de Paz foram suspensas devido à guerra.

