NOVA DELHI: A Índia pediu a Mehta que adiasse o lançamento do recurso de nome de usuário no WhatsApp, citando preocupações com fraude e roubo de identidade.
A medida ocorre num momento em que as autoridades indianas enfrentam um aumento do crime cibernético, à medida que os fraudadores exploram a baixa consciência de segurança digital de milhões de utilizadores da Internet.
O WhatsApp, de propriedade da gigante de tecnologia norte-americana Meta, disse na segunda-feira que usuários de todo o mundo poderão se conectar com seus próprios nomes de usuário em vez de compartilhar números de telefone, dizendo que o próximo recurso foi projetado para melhorar a privacidade.
Mas a Índia levantou na quarta-feira preocupações de que as mudanças poderiam tornar mais fácil para os golpistas atingirem as vítimas.
O Ministério da Tecnologia da Informação, em uma carta a Mehta, disse que o recurso pode levar a um aumento de fraudes online, phishing, golpes de prisão digital e ataques de roubo de identidade, informou o The Indian Express.
“Uma pessoa mal-intencionada pode reivindicar um nome de usuário e enviar mensagens a outros usuários fingindo ser outra pessoa”, disse o diário inglês, citando um funcionário do governo.
“Para aqueles que não têm conhecimento técnico, pode ser um grande desafio perceber a diferença.”
O ministério pediu ao Meta que não implementasse o recurso até que as consultas sobre o assunto fossem concluídas, acrescentou o jornal.
No mês passado, Mehta nomeou a gigante indiana de fintech Kunal Shah como o novo chefe do WhatsApp.
Mehta disse que o recurso ainda não foi implementado na Índia, que já reserva nomes de usuário para figuras públicas e contas verificadas.
“Para proteger contra roubo de identidade, mantivemos os nomes de maior visibilidade… para que apenas seus legítimos proprietários possam reivindicá-los”, afirmou a empresa em comunicado.
“Os usuários ainda precisam de um número de telefone para usar o WhatsApp, e estamos construindo múltiplas camadas de proteção contra fraudes nos nomes de usuário”.
Publicado na madrugada de 3 de julho de 2026

