MOSCOU (Reuters) – A Rússia disse quinta-feira que bloqueou o WhatsApp por supostamente não cumprir a lei russa, dias depois de restringir o acesso ao serviço de mensagens rival Telegram por motivos semelhantes.
O governo russo vem tentando migrar usuários para o Max há meses. Max é um serviço de mensagens doméstico que carece de criptografia de ponta a ponta e que os ativistas consideram uma ferramenta de vigilância em potencial.
Os críticos dizem que as restrições fazem parte de uma campanha mais ampla das autoridades russas para reforçar os controles sobre o uso da Internet e facilitar o monitoramento online dos cidadãos russos. Aqui está o que sabemos sobre o aplicativo e as tentativas da Rússia de levar os usuários ao Max.
O WhatsApp, que tem mais de 100 milhões de usuários na Rússia, é propriedade da gigante tecnológica norte-americana Meta. O aplicativo era o serviço de mensagens mais popular entre os russos com mais de 25 anos em 2023, embora o Telegram fosse mais popular entre os usuários mais jovens, informou a agência de notícias russa RBK.
A Rússia anunciou em agosto do ano passado que iria bloquear chamadas de ambos os aplicativos, dizendo que eles estavam promovendo o crime. Desde então, o WhatsApp desacelerou gradualmente e, em novembro, anunciou que baniria completamente a plataforma, a menos que cumprisse a lei russa.
A Rússia pediu a ambos os mensageiros que fornecessem acesso aos seus dados se solicitados pelas agências de aplicação da lei para investigar fraudes ou o que a Rússia chama de atividade “terrorista”.
Publicado na madrugada de 13 de fevereiro de 2026

