Os líderes do Partido Democrata lançaram uma investigação formal sobre a World Liberty Financial, Inc. (WLF), exigindo informações e documentação sobre seus investimentos estrangeiros relatados e possíveis conexões com a empresa de criptomoeda, política de segurança nacional e concorrência entre os Estados Unidos e a China.
resumo
Os legisladores democratas pediram à World Liberty Financial que fornecesse documentos e explicações sobre os seus investimentos estrangeiros relatados, incluindo quase 49% das ações da empresa, alegadamente adquiridas por entidades com ligações à família real dos Emirados Árabes Unidos. A investigação levanta preocupações sobre uma possível influência estrangeira na política dos EUA, particularmente em torno da regulamentação tecnológica e da concorrência estratégica com a China. Os legisladores também estão investigando as atividades de stablecoin da World Liberty Financial e o papel relatado da stablecoin em facilitar um grande investimento na bolsa de criptomoedas Binance.
Legisladores levantam preocupações de segurança nacional relacionadas ao World Liberty Financial
Em uma carta datada de 4 de fevereiro de 2026, o deputado Ro Khanna (D-Califórnia), membro graduado do Comitê Seleto da Câmara sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista da China, dirigiu-se a Zach Witkoff, cofundador da World Liberty Financial, uma empresa de criptomoeda ligada a Trump.
A carta cita relatos recentes de que uma empresa controlada por um membro da família real dos Emirados Árabes Unidos comprou quase 49% das ações da WLF por cerca de US$ 500 milhões pouco antes da posse do presidente Donald Trump.
A carta de Khanna faz parte de uma investigação ampliada que afirma que o acordo levanta preocupações “chocantes e escandalosas” sobre uma possível influência estrangeira sobre as ações do governo dos EUA.
Em particular, destacou as políticas relacionadas com a concorrência tecnológica e estratégica com a China, incluindo os esforços para restringir a transferência de tecnologia avançada de inteligência artificial para a República Popular da China.
A carta também destaca que o stablecoin USD1 da WLF foi usado para facilitar um investimento de US$ 2 bilhões por uma empresa de investimentos ligada aos Emirados Árabes Unidos conhecida como MGX na Binance, uma importante bolsa de criptomoedas fundada na China cujo ex-CEO foi perdoado pelo presidente Trump no ano passado. O gabinete de Khanna disse que tais conexões podem ter implicações para a segurança nacional e a política financeira dos EUA.
Extensa pesquisa sobre relações externas e implicações políticas
Os pedidos de materiais do Sr. Kanna são variados. Os legisladores pediram à WLF que confirmasse os detalhes dos seus investimentos relatados nos Emirados Árabes Unidos, esclarecesse como os fundos foram distribuídos e fornecesse comunicações relacionadas à política de controle de exportação dos EUA, ao uso de stablecoins e às interações com agências federais.
O comitê também solicitou detalhes sobre as nomeações do conselho relacionadas a entidades estrangeiras e a distribuição de receitas e lucros relacionados a investimentos na Binance.
Na sua carta, Khanna enfatizou que a supervisão do Congresso é necessária para garantir que a política dos EUA em relação à concorrência económica e tecnológica com a China continue a ser impulsionada por interesses nacionais, em vez de potenciais interesses económicos privados ligados a governos estrangeiros ou altos funcionários.

